Monday, February 14, 2005

O Cestinha

Continuando a saga Ouro Preto...
Fato: o banheiro na nossa casa (ou favelão, como foi carinhosamente apelidada) era nojento, o chão de cimento, chuveiro literalmente em cima da privada e completa ausência de tampa ou outros objetos "supérfluos" na privada. Assim, tivemos que desenvolver uma técnica criativa para fazer o No 2 (ou na falta de finesse, soltar um barro) sem encostar naquela imundíce, ou seja, literalmente cagamos de pé.

Contudo, como descobrimos depois, esse não era um problema exclusivo do favelão, e na república onde estava um amigo nosso também não havia tampa na privada. Ele obviamente logo desenvolveu também a técnica da cadeirinha imaginária, mas que tinha uma pequena falha: devido à altura (afinal, estava quase de pé), quando os ditos cujos batiam na agua da privada geravam um fluxo de agua ascendente (ok, ok... muito engenheiro, vamos dizer que a água subia) que atacava perigosamente nossos traseiros. Ele pensou então: "Pô, vou chegar um pouquinho pro lado, que aí o cocô cai na porcelana e escorre, sem fazer bombas de água."

Dito e feito, realmente a técnica fez efeito, e após o término dos trabalhos ele se limpou normalmente, feliz pela sua brilhante idéia. Porém, ao se virar para dar descarga, ele percebe que incrivelmente havia acertado exatamente numa daquelas cestas de pedra sanitária que fica dentro da privada para dar cheirinho. Que merda (literalmente), pensou ele enquanto dava seguidas descargas na esperança de limpar o raio da cesta, mas sem sucesso. Por fim, suando, ele desistiu e resolveu abandonar o navio, mas quando saía do banheiro entra uma garota. "Não vai não..." - pede ele, mas ela entra assim mesmo, pra se deparar com uma cestinha cheia de merda.
Ficou conhecido pro resto da viagem como "Oscar, o cestinha"...

Moral da história: Às vezes as leis de Murphy podem ser uma merda...

Winamp: Angel Without Wings - Vertical Horizon