Thursday, December 01, 2005

Carta ao Papai Noel

Querido papai noel,

neste natal, eu quero acreditar. Isso mesmo, quero acreditar que você existe. Quero voltar à aurora da infância, quando eu acreditava que existia um velhinho barbudo que trazia os presentes todo ano. Quando minha prima me levava a percorrer todo o prédio atrás de você (ô diacho de velho rápido! Nunca te alcançava!) enquanto meus pais colocavam os presentes debaixo da árvore.

Quero voltar a sentir aquele desapontamento quando meus pais me acordavam dizendo que você tinha acabado de passar por lá mas eu perdi porque dormi demais (Os pais são meio sádicos às vezes, não?), sentimento que virava euforia 2 segundos depois quando eu lembrava que se você havia passado então eu podia ter certeza de 1 coisa: PRESENTES!! Era tão boa essa época em que eu ainda podia ter certezas, que as desilusões viravam surpresas e os olhinhos brilhavam mais rápido do que a velocidade da luz (é, sou da teoria de que a luz, por algum motivo, é mais rápida nos olhos de uma criança) .

Quero acreditar que dar presentes não é uma obrigação com data marcada, mas sim uma demonstração material dos meus sentimentos. Acreditar que a meia-noite é uma data especial e aguardar impaciente olhando pro relógio esperando que ela chegue. Quero ver minha falecida bisavó vestida de bom velhinho para me agradar enquanto eu puxava a barba dela e dizia "Pô bisa, não imita o papai noel que ele não gosta!"

Quero fazer cara de nojo para as castanhas, andar pela casa com um martelinho oferecendo nozes para todos só pela diversão de destroçar as cascas (eu era um perigo...) e fazer pão na padaria do seu Pinto (ok, ok, seu velho barbudo assanhado, nada de piadas de duplo sentido!).

Quero ser feliz como criança, quando eu acreditava em você...
Hum... Pensando bem papai noel, MUITO OBRIGADO!!