Marketing Amoroso

ontem assisti a esse filme, que me fez pensar em diversas coisas que estão acontecendo ao meu redor, seja comigo ou com pessoas muito próximas. No filme, Miles Raymond (Paul Giamatti) é um homem depressivo, que tenta se tornar um escritor. Miles é fascinado por vinhos e decide dar como presente de despedida de solteiro a Jack (Thomas Haden Church, indicado ao oscar de ator coadjuvante), seu melhor amigo, uma viagem pelas vinículas do Vale de Santa Inez, na California. Eles partem juntos na viagem, mas logo se envolvem com duas mulheres. Jack conhece uma funcionária de uma vinícola local, que faz com que ele queira anular seu casamento, que está marcado para daqui a poucos dias. Já Miles se interessa por Maya, uma garçonete que tem o mesmo apreço por vinho que ele. Contudo, ambos tem que lidar com seus passados e planos de futuro, e enquanto Miles tenta esquecer a ex-mulher que ele achava que fosse a mulher de sua vida, Jack conta as horas para o momento de subir ao altar e ter que lidar com a realidade...
O filme foi o grande ganhador do Independent Spirit Awards e recebeu o Oscar de melhor roteiro, mas cá entre nós, se for pra comparar roteiros eu sou mais “Closer”, “Antes do Amanhecer” e “Brilho Eterno de uma mente sem lembranças”...
Cada vez percebo mais a semelhança que há entre a vida e o meu trabalho, vejo que relacionamentos nada mais são do Marketing puro e aplicado. Eu sei por exemplo, que quando eu lanço um produto não importa se ele é maravilhoso, se as consumidoras não acharem que ele é bom, é prejuízo na certa. Percebem? Não importa realmente se ele é bom ou não, o que importa é a percepção que as pessoas tem na cabeça. Assim também é com o amor. Vejo várias pessoas ao meu redor reclamando que não encontram alguem pra se relacionar, o típico “ninguem me ama”. Mas elas se enganam. As pessoas não querem realmente ser amadas, elas querem se SENTIR amadas, percebem a diferença? No fundo não passa de um sentimento egoísta de como EU me sinto e de como EU quero me sentir, não há vez para o outro nessa equação. Por isso tem tantas mulheres chorando por aí por causa de caras canalhas, grande parte da culpa é delas mesmas, que preferem um cara que minta, que as faça se sentir a maior maravilha do mundo (elas e mais 5 que ele tá saindo ao mesmo tempo), ao cara às vezes tímido que é apaixonado por elas mas é sincero e não fica apenas bajulando o ego delas o tempo e a admira pelo que ela realmente é, sem ficar dizendo qualquer coisa só pra, como se diz em inglês, “Get in her pants”...
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Em tempo: Lista de filmes do Independent Spirit Awards para ver:
Kinsey
Coffee and Cigarettes
Primer
Mar Adentro
Mean Creek
Winamp: Somewhere Only We Know - Keane

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